One Crazy Ride (DVD)

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    Mensagem  ferrrolas em Qua 31 Dez 2008, 02:54

    sem duvida uma grande experiencia,keria ter tomates para a fazer...

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  Convidad em Qua 31 Dez 2008, 10:53

    TodayAdventure escreveu:Lá estás tu com o "levar ao limite". Very Happy Estou piamente convencido que fazer "coisas destas" é mais acessível ao mais comum do motociclistas do que estes pensam. É necessário pouco mais do que o espírito "no sítio certo". O mais difícil de obter, à parte o espírito, é tempo e dinheiro, por esta ordem de importância.


    Zé Paulo,

    Quando tinha 16 anos, arranjava trabalho no primeiro mês de férias escolares para ter algum dinheiro. No meu primeiro dia oficial de férias, metia a tralha na minha DT 50, juntamente com a minha tenda de campismo, e um dos meus maiores gozos era sentar-me na mota à porta de casa e decidir: "ora então este ano vamos para onde?". Voltava a casa quando o dinheiro acabava. Um ano ou outro, ainda tive de ligar para casa para o meu pai me mandar dinheiro para poder voltar (nunca percebi porque raio ele mandava).

    O espirito da coisa eu acho acho que muitos de nós tem. E embora não dessemos o rabinho (não se pode dizer cu aqui) e dez tostões para partir numa aventura destas, o certo é que com os anos a passar há muitas responsabilidades que vão crescendo também, e é impossível partir para aventuras destas. No meu caso, vejo duas condicionantes:

    1. A Familia
    a) Um tipo que tem um porradal de filhos tem de dar prioridade a proporcionar umas boas férias em familia aos putos.
    b) Um tipo que não tem filhos tem de ter a sorte de ter uma cara metade cujos objectivos devam ser deveras compatíveis.

    Isto para mim que tenho ambas as coisas quer dizer que antes de partir numa aventura destas, tinha de proporcionar à (ou proporcionar com a) familia tempos e momentos que lhes deem esse prazer.

    Há quem consiga juntar as coisas. A minha filha mais velha não foi de mota mas no verão de 2006 partiu para a india com uns tostões no bolso e começou no norte e acabou no sul, numa excelente aventura. Acredito que se soubesse andar de mota alinhava numa merda destas de olhos fechados. A minha filha do meio dúvido muito porque nas imagens não se vê gajos bons. E o meu filhote só este ano pode legalmente meter-se à pendura numa mota, pelo que era uma completa insconsciencia metê-lo nisto. Quanto à minha cara metade, embora eu acredite piamente que quando ela tirar a carta de mota vai ser muito mais audaz que eu na condução, ao olhar para as condições de viagem diria logo algumas frases que nem sequer posso sonhar transcrever aqui no forum.

    2. O Trabalho
    Tirar duas semanas de férias para mim é complicadissimo, e faço-o sempre em agosto porque as escolas estão fechadas. Isto são as ferias em familia. Depois tenho de tirar férias só com a minha mulher para manter a minha sanidade mental. Não consigo de certeza tirar mais duas semanas para ir para o fim do mundo.

    Estes dois factores fazem com que pegar numa mota e ir curtir para qualquer lado por duas semanas seja, para mim, a maior limitação. E acredito que seja a maior limitação para maior parte da malta. Muito mais o TEMPO que o dinheiro. Dinheiro acho que é uma coisa que se arranja. O dinheiro que se gasta numa coisa destas não é nada por aí além. Acredito que 15 dias nisto deve ser menos de metade do que ir com a família 15 dias para o algarve em agosto. :-) A minha filha foi para a india passar um mês com 600 euros no bolso...

    Assim, "levar ao limite" é dito primeiro neste contexto.

    O segundo contexto é comodidade. Eu, o puto que arrancava sem destino e dormia num sitio qualquer, tou velho. E com 40 (e tal) anos eu não consigo achar piada a passar um riacho de manhã e andar com as meias cagadas de lama até à noite, onde vou dormir num chão bem rijo e sem tomar um bom duche quente. Não é que não consiga, é simplesmente porque não acho piada. :-)

    Aqui diferencio bastante a viagem do "nosso" Antonio pela América do Sul. A única coisa que me impede de fazer o mesmo que o António é o que apontei em cima, mas não quer dizer que quando eu for mais velhinho não me meta numa merda destas (Antonio, se me tiveres a ler, não te estou a chamar velho!). Daqui a 10 anos os meus putos já se desenrascam e a minha mulher nem se apercebe se eu sair de casa por 3 ou 4 meses. Isto se ela me aturar até lá! :-)

    Mas isto para te meter o "levar ao limite" no seu segundo contexto: a comodidade é importante para mim também.

    No caso desta aventura indiana, acredito que ainda exista outro factor: a preparação física. Aquilo parece-me duro, e parece-me que seja necessário uma certa preparação física antes de ir, mas isso dois ou tres meses de ginásio deviam ser suficientes.

    Grande discurso que deixei aqui. :-)

    Artur

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  Transouto em Qua 31 Dez 2008, 12:32

    scratch scratch talvez por ser fim de ano , o nosso Artur disse tais frases, tou "esboqueaberto" geek geek

    V


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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  Philleas em Qua 31 Dez 2008, 17:33

    não se compra o LCD XPTO de 300 cm, não se compra aquele blusão very nice, e aparece o dinheiro para uma viagem deste genero.

    O pior mesmo é tempo e convencer a familia.....sem nos marcarem uma consulta no n.º 53 da Av. do Brasil

    Africa chama-me....Africa chama-me......
    (tenho consulta marcada para Janeiro no Júlio)

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  TodayAdventure em Sab 03 Jan 2009, 16:06

    Artur,

    É verdade, isso teve mesmo "pinta" de discurso, mas às vezes é preciso preciso para a gente se explicar, como tu, e bem, fizeste.

    Fiquei com a impressão que estamos um pouco a falar das mesmas coisas. O meu "tempo" é a tua disponibilidade para fazer férias de vadiagem, tendo em conta responsabilidades que se vão acumulando na vida, nomeadamente de família e de trabalho. Tens toda a razão ao referir estas duas ordens de responsabilidade, como "limitadores" de certo tipo de ousadias. Já lá vamos.

    Quando te respondi ao "levar ao limite" talvez me estivesse mais a referir a algo que frequentemente vem à baila (mesmo a propósito dos meus inocentes e brincalhões passeios na mini scooter), neste tópico mesmo, que é a suposta "coragem" para nos lançarmos a determinados formatos de passeios/viagens mais aventureiros de acordo com os nossos standards de vida. Aqui creio que genericamente é preciso muitíssimo menos coragem para introduzir algum bocadinho de aventura - que pelos vistos anda muito arredada das nossas vidas - do que a maior parte das pessoas pensa. Quando tu me dizes ou mencionas a propósito de outras viagens mais aventureiras, "ganda(s) maluco(s)", isso quer normalmente dizer que este tipo de maluquices anda arredada dos teus pensamentos e dos teus estilos de vida na actualidade, não que não sejas capaz de o fazer - para mais com um passado de ir à aventura, depressa te sentirias como peixe na água. Acredito que para fazer a travessia de uma ponte como a do filme "One Crazy Ride" seja preciso um bocadinho mais de "tomatal" do que o normal, mas eu fico-me por chamar a esta e outras coisas do estilo, como "loucuras e perigos controlados" assumidos por gente normal.

    Quanto às limitações familiares e de trabalho. No trabalho, eu tenho problemas idênticos aos teus. Há praticamente 10 anos que não tinha 15 dias de férias no Verão (que é a única altura em que um professor do ensino superior geralmente pode fazer férias). Este Verão, ao reservar 15 dias para um passeio de scooter por Marrocos e ao ter feito também um pequeno passeio/prova TT nos Pirinéus (em que conheci o Austin Vince e a Lois Price que estiveram envolvidos em grandes viagens motociclísticas mundiais), foi um ano totalmente atípico, em cheio, e que não sei quando poderei repetir estas circunstâncias. Viagens de dois e três meses ou viagens mais prolongadas como o Mondo Enduro, Terra Circa ou a própria viagem do António Queirós estão fora de causa para mim, neste momento da vida. Ainda bem, no entanto, que temos a possibilidade e privilégio de os conhecer aqui pelo mundo virtual, saber como eles fazem, aquilo por que passam e como se sentem durante as suas viagens. O facto de (infelizmente) estas viagens longas (as verdadeiras viagens!) estarem longe da minha realidade de hoje, não me(nos) impede(m) de fazer(mos) as minhas(as nossas) traquinices a uma escala muito mais pequena e curtir como uns putos!

    Em relação à vida pessoal, compreendo perfeitamente o que dizes. A minha vida está relativamente solta nesse capítulo e tenho consciência de que isso simplifica muita coisa quando se trata de partir. Não tenho filhos e nem sempre há uma companheira na minha vida para acertar as agulhas. Estou habituado a partir quando me apetece e quase na altura em que decido ir. Mas mesmo em alturas em que existe uma companheira nas nossas vidas consigo viajar qualquer coisita à ciganito - às vezes com ela (menos, claro), outras sem ela, sozinho ou com amigos. Depende bastante da companheira, e depois de uns bons anos fora do país, permito-me concluir que o "modelo de cumplicidade" com as companheiras é mais rígido em Portugal. Isto é, por exemplo, com companheiras estrangeiras há generica e naturalmente mais espaço para que cada um curta, fora do tempo em comum, prazeres que não dizem necessariamente ao outro. Mas enfim, tenho que concordar contigo, que família é genericamente "lastro" (um feliz "lastro", não tenho dúvidas Smile ), em relação a viagens aventureiras.

    Em relação à comodidade ou falta dela em certos estilos de viagem... Há que colocá-la em perspectiva, parece-me. Eu não sou "filiado" em nenhum estilo de viajar, nem nunca o fui. Desde puto até à actualidade (e lembro-te que sou tão velho quanto tu - temos a mesma idade!) tenho viajado em todos os estilos. Vou para o hotel quando tal sounds right, embora cada vez mais prefira as comodidades simples dos locais pequenos e familiares sempre que possível, limpeza, duche quente, uma caminha e muita conversa com os locais, que é o que me enche a alma e tal é o que preciso e que procuro quando saio da minha vida rotineira. Dispenso de todo hotéis sofisticados e/ou impessoais! E em todas as épocas fiz a minha parte de viagens em alojamentos modestos como campings e pousadas de juventude, onde tenho as mais fantásticas recordações de viagem. Nas Pousadas de Juventude não faltam a cama e o duche quente, embora às vezes com o inconveniente de ter ouvir toda a noite os serrotes alheios Very Happy . Nos campings oficiais, mesmo este Verão, "perdido" no coração do Atlas, em Imilchil, num albergue modesto (preferi acampar), não me faltou o duche quente. Tenho dormido noites muito mais repousadas e felizes na minha colchonete thermorest, dentro da minha tenda, do que algumas no meu sofá da sala, com a lareira acesa, quando adormeço a ver aquelas soap operas na TV! Nos dias em Marrocos no meio do Atlas deitava-me pouco depois de a luz acabar, se não houvesse uma conversa interessante a ter, e acordava com o nascer do dia. Quando se colocam estas noites "incomódas" no contexto, podem ser certamente momentos felizes para quem os vive, e não estou a "romantizar". Espero conseguir transmitir isto no filme de Marrocos que estou a editar! E depois, mesmo que a nossa percepção seja de uma real maior incomodidade, o que são meia dúzia de noites numa tenda, se no resto do ano estamos em casa, no nosso "ambiente controlado"? O que eu busco em férias, é mesmo alguma fuga a este "ambiente controlado".

    A preparação física... Até prova em contrário, que ainda estou para ter, discordo de ti. Não tenho dúvidas que é melhor ter alguma preparação física para fazer algumas coisas como as do filme do Gaurav Jani, mas de forma alguma a acho essencial. Baseio a minha opinião em leituras e experiências que eu próprio tive. Se não houver preparação física prévia, é sempre possível fazer a preparação DURANTE a viagem. Claro que isto exige uma personalidade forte, uma questão de mente para superar as primeiras dificuldades com perseverança e coragem, até as coisas começarem a ser fáceis. Há relativamente pouco tempo peguei na bicla sexta feira à tarde, com a tralha toda para acampar selvagem. Fui para a Sanabria, regressei no Domingo à hora do almoço e fiz 150 kms no total. Estava TOTALMENTE fora de forma, esteve muito calor, alguns bocados custaram-me muito, nem sempre consegui ir em cima da bicla, mas não trocava a experiência por nada e cheguei muito mais em forma do que quando fui.

    É pah, isto saiu um testamento "pior" que o teu. E tu és o culpado! lol!

    Zé Paulo.


    Última edição por TodayAdventure em Sab 03 Jan 2009, 16:23, editado 2 vez(es)

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  TodayAdventure em Sab 03 Jan 2009, 16:16

    Voltando ao tópico, o filme "One Crazy Ride" e em particular, sobre a única mulher que fez a viagem, com um apelido muito revelador, Nicolitta Pereira, contactei o autor do filme, Gaurav Jani, e transcrevo aqui a sua resposta (não tem nada de pessoal). Se chegar a "conversar" com a Nicolitta, digo aqui qualquer coisa.

    Com umas "googladelas" rápidas consegue-se saber mais alguma coisinha sobre ela. Podem ler esta entrevista, por exemplo: http://www.verveonline.com/48/life/riding.shtml .

    Já agora, encorajo-vos a ler os relatos de viagens na Índia que estão no clube 60 kph. É o que eu chamo de "viajar bem"!

    Zé Paulo.

    -------- Original Message --------
    Subject: Re: One Crazy Ride and Nicolitta Pereira
    Date: Wed, 31 Dec 2008 14:04:06 +0530
    From: Gaurav Jani
    To: José Paulo Matias
    References: <495ADDA2.40000@ipb.pt>


    Hi José,

    Good to hear from you. Thank you for the feedback on the films. Really
    glad that you appreciate our journeys.

    Nicolitta lives in Bombay, but has origins from Goa, her parents are
    very much Indian. Might have to ask her about few generations before
    to know about your question.

    I will surely send your message to her. For as long as i know her, she
    lives in Bombay and works as a bridal wear designer and a part time
    piano teacher.

    Regards,
    Gaurav

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  Philleas em Sab 03 Jan 2009, 16:57

    TodayAdventure escreveu:Voltando ao tópico, o filme "One Crazy Ride" e em particular, sobre a única mulher que fez a viagem, com um apelido muito revelador, Nicolitta Pereira, contactei o autor do filme, Gaurav Jani, e transcrevo aqui a sua resposta (não tem nada de pessoal). Se chegar a "conversar" com a Nicolitta, digo aqui qualquer coisa.

    Com umas "googladelas" rápidas consegue-se saber mais alguma coisinha sobre ela. Podem ler esta entrevista, por exemplo: http://www.verveonline.com/48/life/riding.shtml .

    Já agora, encorajo-vos a ler os relatos de viagens na Índia que estão no clube 60 kph. É o que eu chamo de "viajar bem"!

    Zé Paulo.

    -------- Original Message --------
    Subject: Re: One Crazy Ride and Nicolitta Pereira
    Date: Wed, 31 Dec 2008 14:04:06 +0530
    From: Gaurav Jani
    To: José Paulo Matias
    References: <495ADDA2.40000@ipb.pt>


    Hi José,

    Good to hear from you. Thank you for the feedback on the films. Really
    glad that you appreciate our journeys.

    Nicolitta lives in Bombay, but has origins from Goa, her parents are
    very much Indian. Might have to ask her about few generations before
    to know about your question.

    I will surely send your message to her. For as long as i know her, she
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    Goa, apelido Pereira, avô ou bisavô Tuga quase de certeza.

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  TodayAdventure em Sab 03 Jan 2009, 17:01

    Philleas escreveu:

    Goa, apelido Pereira, avô ou bisavô Tuga quase de certeza.


    Sim, essa também é a minha aposta. Ela viaja com frequência para Goa, e tem um relato escrito no clube 60 kph sobre este estado!
    http://www.60kph.com/rides/south/goa.htm

    Zé Paulo.

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  Convidad em Sab 03 Jan 2009, 18:35

    TodayAdventure escreveu:É pah, isto saiu um testamento "pior" que o teu. E tu és o culpado! lol!


    Isto tinha sido tudo para te puxar a língua. :-)

    Artur

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  TodayAdventure em Sab 03 Jan 2009, 18:43

    artur escreveu:
    TodayAdventure escreveu:É pah, isto saiu um testamento "pior" que o teu. E tu és o culpado! lol!


    Isto tinha sido tudo para te puxar a língua. :-)

    Artur


    Demorei, mas puxei. Wink

    -- ZP.

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  Transouto em Sab 03 Jan 2009, 23:28

    Muito bem se conversa neste tópico, estou atento e maravilhado com os discursos..Concordo com aquilo que relatas today, quem sabe um dia, talvez não alinhe numa dessa "maluqueiras" geek

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  Pedro Correia em Qua 28 Jan 2009, 03:49

    Para ser sincero dava tudo para poder participar numa viagem assim mas infelizmente o tempo não o permite.
    Tudo o que envolve ir para sitios distantes, viajar principalmente de mota desperta em mim algo.
    Ainda agora consegui por fim tirar umas ferias e ir descansar para Moçambique e posso dizer que aquilo que mais falta me fez foi a Transalp para poder fazer umas grandes voltas (embora conduzir la seja o verdadeiro medo, acreditem fazer a IC19 e 2ªcircular em hora de ponta bebado e drogado e para meninos em comparação com 5 min na estrada principal de Moçambique,lol). Só o prazer de conduzir num pais em que a cultura seja tão diferente da nossa, em que a paisagem seja de tirar a respiração é algo que nos faz imaginar.
    espero ainda um dia poder voltar mas agora de mota e tenda atras (o pior é que não gosto assim tanto de acampar).

    P.S. conselho lá os bichos não mordem, comem-nos vivos mesmo uma pequena libelinha tem para 3x o tamanho das nossas.lol
    abraço

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  Philleas em Qui 29 Jan 2009, 13:10

    Pedro Correia escreveu:Para ser sincero dava tudo para poder participar numa viagem assim mas infelizmente o tempo não o permite.
    Tudo o que envolve ir para sitios distantes, viajar principalmente de mota desperta em mim algo.
    Ainda agora consegui por fim tirar umas ferias e ir descansar para Moçambique e posso dizer que aquilo que mais falta me fez foi a Transalp para poder fazer umas grandes voltas (embora conduzir la seja o verdadeiro medo, acreditem fazer a IC19 e 2ªcircular em hora de ponta bebado e drogado e para meninos em comparação com 5 min na estrada principal de Moçambique,lol). Só o prazer de conduzir num pais em que a cultura seja tão diferente da nossa, em que a paisagem seja de tirar a respiração é algo que nos faz imaginar.
    espero ainda um dia poder voltar mas agora de mota e tenda atras (o pior é que não gosto assim tanto de acampar).

    P.S. conselho lá os bichos não mordem, comem-nos vivos mesmo uma pequena libelinha tem para 3x o tamanho das nossas.lol
    abraço



    Apesar dos acidentes de viação serem uma das principais causa de morte em Angola e Moçambiquee penso que, o IC19 e a 2ª circular em hora de ponta sejam bem mais perigosas.

    Quanto aos bichos, partilho esta história: Certa vez, perguntei ao meu guia, se ali havia Tubarões. Ele prontamente me respondeu, que ali os mais perigosos eram os de duas pernas...."

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  TodayAdventure em Sex 30 Jan 2009, 12:09

    Philleas escreveu:

    Quanto aos bichos, partilho esta história: Certa vez, perguntei ao meu guia, se ali havia Tubarões. Ele prontamente me respondeu, que ali os mais perigosos eram os de duas pernas...."


    Esta tá muita boa e é uma grande verdade em muitas situações! Os monstros não são os papões que a gente vê nos filmes de Hollywood mas estão muitas vezes os que estão mesmo ao nosso lado!

    Zé Paulo.

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    Re: One Crazy Ride (DVD)

    Mensagem  TodayAdventure em Qua 25 Mar 2009, 18:41



    Já recebi e vi o filme, e aqui vão as minhas impressões.

    Este é o segundo filme do produtor do Riding Solo On The Top of the World (de que vou falar num tópico separado).

    O documentário conta uma viagem feita mais uma vez numa região remota da India, numa pequena "quase-ilhota" da região nordeste, nos Himalaias, chamada Arunachal Pradesh, pouco explorada por não locais e não cartografada. A viagem é feita por um grupo de cinco amigos em Royal Einfields, uma delas reconstituída a partir de peças usadas compradas ao peso!! Shocked (bom, esse teve que desistir prematuramente da viagem por causa de problemas mecânicos Razz ). No grupo segue uma mulher, Nicollita Pereira, designer de vestidos de noiva e professora de piano, cujos antepassados não são difíceis de adivinhar, pelo apelido...

    O filme é um pouco diferente do Riding Solo... Esta é uma viagem de grupo e por isso demora-se um pouco mais nas pessoas, nas relações entre elas, nas diferentes personalidades e tem menos "história" do que que o primeiro. Demora-se também menos nas pessoas, nos "indígenas" que encontram. A fotografia é mais uma vez fabulosa e inspiradora de reflexões dos viajantes. A banda sonora segue de forma menos brilhante as imagens do que o Riding Solo... e globalmente não me parece um filme tão conseguido como o primeiro mas continua com um dos meus filmes favoritos na classe de aventuras motociclísticas.

    Uma última palavra sobre o preço do DVD: é excelente, dos mais baratos que já paguei e que já inclui portes de envio directamente da India (o envio é rápido, cerca de uma semana). É do dinheiro mais bem gasto de que me lembro...

    O link do produtor: http://dirttrackproductions.com/

    O link para informações sobre o filme e para um trailer: http://dirttrackproductions.com/ocr.html

    O link para reviews no 'site' oficial: http://dirttrackproductions.com/reviews.php

    Zé Paulo.

    PS: Artur, a passagem da ponte, depois de todo o suspense é afinal um pouco menos impressionante do que parece no trailer. Mas ainda assim... RESPECT! king

      Data/hora atual: Ter 22 Maio 2012, 11:51