Esta mensagem vem na sequência da apresentação do António, onde se discutiram as vantagens e desvantagens comparativas da compra de uma máquina nova ou usada. O tópico era este: http://www.forumtransalp.com/apresentacoes-f7/apresentacao-antonio-t1594.htm .
Resposta ao CSampaio:
O que dizes e tal como (bem) dizes, Sampaio, deriva de uma opção/prioridades pessoais no uso da moto: sem ou com muito pouco uso off-road e muito soft e a manutenção de uma estética impecável. Perfeitamente legítimo, claro.
Claro que a compra de uma usada traz sempre alguns riscos e uma incógnita nos custos de manutenção. Por muito cuidado que se tenha na compra, há peças que podem estar desgastadas e o desgaste pode não ser observável no momento da compra. A Transalp aqui tem trunfos pois a fiabilidade e longevidade dos modelos antigos é bem conhecida. A manutenção dos modelos antigos é também em geral mais económica. A compra de uma usada traz em contrapartida a vantagem um investimento inicial frequentemente muito menor, o que é um factor de peso na decisão.
Sobre a questão da "moto para muitos anos", "falo" mais à frente.
Pois... eis as consequências, nas opções que se tomam, das prioridades pessoais. As mnhas motos estão todas "prontas a cair" e dou um uso relativamente importante off-road a todas. Riscos, ferrugem, plásticos imperfeitos são parte da "mobília" nas minhas motos e claro que poderia, se quisesse, gastar muito dinheiro. Mas não quero, cuido apenas da mecânica e nunca fiquei na estrada, a meio do caminho, que é o que realmente prezo, quando vou de viagem.
Tens razão quando dizes que a compra de uma novinha em folha pode ser uma compra racional e no teu caso acredito que tenha sido. Na verdade queria-me referir a muitos casos que observo com bastante frequência em que as pessoas compram uma máquina por impulso, por capricho, por razões (quase) exclusivamente estéticas. São casos destes em que não vejo racionalidade. Claro que tens toda razão em dizer que a compra de uma nova pode também ser uma escolha da razão!
Exemplos do que vejo frequentemente e que não me parecem escolhas racionais:
- compra de uma nova "muita gira" que acaba com o orçamento. Temos um maquinão na garagem e faltam-nos os tostões para viajar/passear. Vamos com ela ao café nos dias de festa. Há por aqui muitos casos de "mota com 7 anos, 4.000 kms". Um péssimo negócio, pois estas máquinas desvalorizam bué e quanto mais recentes mais se perde.
- queremos uma nova "muita gira" e temos simultaneamente o apelo de viagens e passeios off-road. Isto acaba em frustração, pois não a queremos estragar, mas "sofremos" por não fazer as viagens que gostaríamos.
- compra de uma jeitosa nova num impulso, por capricho, porque é muita gira para mostrar aos amigos. Sem fazer julgamentos - porque eu também gosto de coisas giras, atraentes e que mostro orgulhosamente aos amigos
- isto tem todos os condimentos da paixão efémera, pois a indústria encarregar-se-à um dia (e em geral não demora muito!) de criar um objecto ainda mais irresistível que mexe com a nossa impulsividade e lado caprichoso, e lá se vão as nossas pretensas intenções de guardar a moto "por muitos anos" que supostamente tornaram a compra "racional".
O tempo é que diz se é amor ou paixão...
Zé Paulo.
Resposta ao CSampaio:
CSampaio escreveu:
eu tenho que comprar uma coisa que realmente goste e que preencha o meu "capricho", claro está que na compra do ultimo grito isso faz com que de certa forma tenha muito cuidado quando vou fazer off-road, mas isso sou eu.
O que dizes e tal como (bem) dizes, Sampaio, deriva de uma opção/prioridades pessoais no uso da moto: sem ou com muito pouco uso off-road e muito soft e a manutenção de uma estética impecável. Perfeitamente legítimo, claro.
CSampaio escreveu:
Agora a questão do António é como dizes Zé Paulo, ele é que sabe o que é melhor para ele mediante o fundo de maneio que tem e o que quer investir, eu se estivesse no lugar dele comprava o ultimo grito com ABS e tudo pois provavelmente será uma mota por muitos anos, se comprar uma usada vai-lhe trazer alguma manutenção extra que se calhar o vai desmotivar e fazer arrepender-se,
Claro que a compra de uma usada traz sempre alguns riscos e uma incógnita nos custos de manutenção. Por muito cuidado que se tenha na compra, há peças que podem estar desgastadas e o desgaste pode não ser observável no momento da compra. A Transalp aqui tem trunfos pois a fiabilidade e longevidade dos modelos antigos é bem conhecida. A manutenção dos modelos antigos é também em geral mais económica. A compra de uma usada traz em contrapartida a vantagem um investimento inicial frequentemente muito menor, o que é um factor de peso na decisão.
Sobre a questão da "moto para muitos anos", "falo" mais à frente.
CSampaio escreveu:
disse-lhe que se tivesse comprado uma TA como ele comprou de 94, tinha que a pôr como nova ou quase, ou seja tudo o que fosse ferrugem, riscos, plasticos partidos teria de os arranjar e deixar a mota em condições estéticas para mim, mas volto a dizer isso sou eu.
Pois... eis as consequências, nas opções que se tomam, das prioridades pessoais. As mnhas motos estão todas "prontas a cair" e dou um uso relativamente importante off-road a todas. Riscos, ferrugem, plásticos imperfeitos são parte da "mobília" nas minhas motos e claro que poderia, se quisesse, gastar muito dinheiro. Mas não quero, cuido apenas da mecânica e nunca fiquei na estrada, a meio do caminho, que é o que realmente prezo, quando vou de viagem.
Tens razão quando dizes que a compra de uma novinha em folha pode ser uma compra racional e no teu caso acredito que tenha sido. Na verdade queria-me referir a muitos casos que observo com bastante frequência em que as pessoas compram uma máquina por impulso, por capricho, por razões (quase) exclusivamente estéticas. São casos destes em que não vejo racionalidade. Claro que tens toda razão em dizer que a compra de uma nova pode também ser uma escolha da razão!
Exemplos do que vejo frequentemente e que não me parecem escolhas racionais:
- compra de uma nova "muita gira" que acaba com o orçamento. Temos um maquinão na garagem e faltam-nos os tostões para viajar/passear. Vamos com ela ao café nos dias de festa. Há por aqui muitos casos de "mota com 7 anos, 4.000 kms". Um péssimo negócio, pois estas máquinas desvalorizam bué e quanto mais recentes mais se perde.
- queremos uma nova "muita gira" e temos simultaneamente o apelo de viagens e passeios off-road. Isto acaba em frustração, pois não a queremos estragar, mas "sofremos" por não fazer as viagens que gostaríamos.
- compra de uma jeitosa nova num impulso, por capricho, porque é muita gira para mostrar aos amigos. Sem fazer julgamentos - porque eu também gosto de coisas giras, atraentes e que mostro orgulhosamente aos amigos
Zé Paulo.




