Este tópico carece, infelizmente de alguma explicação. A informação aqui reunida, ainda que retirada do site FASTGALP, é originalmente do fórum T.C.P.tenho sido ali colocada pelo grande companheiro Nunop2, mas penso vos possa esclarecer ok
Os lubrificantes são todos iguais?
Todos os lubrificantes são misturas de bases e aditivos que variam muito.
Pela escolha dos componentes e dos seus respectivos teores, resultam certas propriedades e a "performance" do lubrificante acabado.
Muitas vezes, quando se pretende subir o nível de algumas propriedades têm que se prejudicar outras devido ao facto de elas serem contraditórias entre si. A escolha das propriedades que se querem valorizar e das que são menos importantes depende da aplicação do lubrificante.
E, dentro da mesma aplicação, existem diferentes tipos e níveis de exigências de lubrificação.
O tipo de bases instaladas, os aditivos e os seus teores, têm enorme impacto variável no custo de um lubrificante. Assim, a escolha da composição de um lubrificante está também condicionada por razões económicas que afectam a sua margem e a sua competitividade. Cada Companhia procura optimizar o equilíbrio entre as vertentes técnica e económica.
Para isso, percorrem diversos caminhos e encontram diferentes soluções.
No entanto, quando um lubrificante ostenta uma determinada "performance", isso significa que, independentemente da marca e da solução técnico-económica encontrada para a sua composição, esse lubrificante garante as propriedades especificadas. Resumindo:
• Os lubrificantes não são todos iguais!
• São "semelhantes " os lubrificantes com o mesmo "Nível de Performance"!
• São diferentes os lubrificantes com diferentes "Níveis de Performance"!
Como escolher o "melhor" lubrificante?
Não existem "marcas" melhores que outras. A afectividade por uma "marca" resulta de factores psicológicos (parecidos com as preferências clubísticas) e do efeito do Marketing.
Os lubrificantes estão classificados segundos diversos "Níveis de Performance" licenciados por entidades internacionais independentes e idóneas.
Por exemplo, os lubrificantes Galp são sujeitos aos mesmos testes e certificações que os lubrificantes das outras marcas. Assim, um lubrificante Galp com um determinado "Nível API", tem tanta "qualidade americana" como um outro do mesmo nível de uma marca americana ou doutro país. E, um lubrificante Galp com um certo "nível ACEA" tem "tanta qualidade europeia" como outro do mesmo nível das marcas inglesa, francesas, espanholas ou de outro qualquer país. As marcas estruturam as suas linhas com lubrificantes de diversos Níveis de Performance.
O correcto não é escolher "marcas" mas sim "Níveis de Performance".
O "melhor lubrificante" para um dado equipamento é aquele que possui ou supera o Nível de Performance exigido pelo construtor.
Porque é que uns lubrificantes são mais caros que outros?
A diferença de preços tem a ver, sobretudo, com os custos das matérias-primas incorporadas.
As bases sintéticas (devido ao seu processo de fabrico) são muito mais caras que as bases minerais. Logo, um lubrificante sintético tem de ter um preço superior ao dos lubrificantes minerais. O custo dos lubrificantes também é afectado pela aditivação (tipo de aditivos e sua percentagem). Recordemos que os aditivos são muito dispendiosos e, no caso de um óleo para motor, chegam a ultrapassar 25% da composição do lubrificante. Normalmente, a um preço superior corresponde uma performance superior que compensa largamente a diferença de preços através de várias poupanças (duração do equipamento, consumo de combustível, tempo de serviço, etc). A opção de "preço baixo" pode sair "mais cara" durante o serviço. Como diz o ditado popular, comprar "lubrificantes baratos" comporta o risco de "poupar no farelo e gastar na farinha".
O que é a "performance" de um lubrificante?
O "Nível de Performance" de um lubrificante indica a sua aptidão para desempenhar cabalmente determinadas exigências de lubrificação. São entidades independentes ou os próprios construtores que emitem as especificações a que os vários "Níveis de Performance" têm de obedecer.
Os "Níveis de Performance" exprimem-se através de determinadas siglas.
Para não haver problemas e se assegurar uma adequada lubrificação, deve-se verificar no manual do equipamento qual o "Nível de Performance " exigido ao lubrificante e aplicar um produto que cumpra ou ultrapasse o nível requerido.
Porque os lubrificantes Galp satisfazem os vários "Níveis de Performance" exigidos pelo parque de máquinas e têm uma tradição de plena satisfação dos seus clientes, costumamos dizer que "nós não vendemos lubrificantes, nós vendemos lubrificação!"
Qual a diferença entre Viscosidade e Índice de Viscosidade?
É frequente haver confusão entre estes dois conceitos.
A viscosidade exprime a velocidade com que um determinado lubrificante flui a uma determinada temperatura. Trata-se de uma grandeza mensurável e expressa em unidades, das quais a mais utilizada é o Centistoke.
O Índice de Viscosidade exprime a maior ou menor variação relativa com que um lubrificante varia de viscosidade com a alteração da temperatura. Exprime-se através de um número calculado empiricamente e não apresenta unidades.
Um lubrificante com maior índice de viscosidade que outro varia menos de viscosidade com a alteração da temperatura.
A viscosidade e o índice de viscosidade são propriedades independentes.
Quando se utiliza um lubrificante para trabalhar sob regimes térmicos muito diferenciados, além do conhecimento da viscosidade, torna-se igualmente necessário conhecer o seu índice de viscosidade.
Quando o lubrificante é aplicado num equipamento sob regime estabilizado de temperatura de serviço, o conhecimento da sua viscosidade àquela temperatura é, normalmente, suficiente.
Os lubrificantes mais viscosos são melhores?
Ainda se encontram muitas pessoas que preferem os lubrificantes "grossos" (muito viscosos). Trata-se de um fenómeno psicológico em que uma maior viscosidade confere uma sensação de segurança de que não haverá problemas com a lubrificação.
Trata-se de uma visão parcial e com vários inconvenientes. Por outro lado, a percepção visual da viscosidade é muito enganadora (um lubrificante mais escuro que outro com a mesma viscosidade parece-nos ser mais viscoso).
Maiores ou menores viscosidades têm, ambas, vantagens e inconvenientes.
Quanto mais alta é a viscosidade, melhor se asseguram a resistência às cargas e a compensação das folgas.
Quanto mais baixa é a viscosidade, melhor o lubrificante flui no sistema de lubrificação, melhor se refrigera e se retiram as impurezas e se obtêm velocidades mais altas.
Em cada regime de lubrificação, terá de haver um compromisso na escolha da viscosidade conforme as vantagens e desvantagens das altas e baixas viscosidades.
Por outro lado, a maioria das lubrificações dão-se a temperaturas muito diferentes e, como se sabe, a viscosidade varia substancialmente com as mudanças de temperatura. Logo, não basta escolher uma viscosidade (que é sempre referida a uma certa temperatura) mas temos de assegurar que o lubrificante tem uma viscosidade adequada às várias temperaturas a que é sujeito.
Por exemplo, num motor, o ideal é que o lubrificante tenha uma viscosidade baixa no arranque a frio, mas também uma viscosidade suficiente para evitar contactos metal-metal na lubrificação das partes mais quentes.
Quanto mais alto for o índice de viscosidade, maior garantia haverá da estabilidade da viscosidade a "frio" e a "quente".
Qual a viscosidade mais indicada para as condições climatéricas da Península Ibérica?
Quando se utilizavam lubrificantes monograduados, tinha de haver a preocupação de ajustar a viscosidade com a variação da temperatura ambiente.
Com os lubrificantes multigraduados e a sua evolução, a preocupação com o clima na escolha da viscosidade tem vindo a perder importância, até se chegar a um ponto em que ele deixa de ter qualquer significado.
É o que acontece com a recente geração dos SAE 5W-40, 0W-40, 5W-30 e 0W-30, em que a temperatura ambiente praticamente não afecta a viscosidade do lubrificante no motor. Isto deve-se ao aumento do índice de viscosidade, que estabiliza a variação da viscosidade com a variação da temperatura.
É normal haver consumo de óleo nos motores?
É normal que haja algum consumo de óleo. Isso deve-se a perdas por evaporação, a alguma passagem de óleo para a câmara de combustão e a outros fenómenos de pouca importância (fugas pelas juntas ou pelo bujão, etc).
Consoante as tecnologias dos motores, assim haverá maior ou menor consumo de óleo.
Compete ao construtor do veículo indicar o máximo admissível deste consumo dentro de um nível que seja normal.
Quando há consumo excessivo, algo está mal. Isso pode dever-se a:
• Deficiências mecânicas;
• Apertos a precisarem de ajustes;
• Lubrificante inadequado;
• Condução demasiado severa.
Quando se deve verificar o nível do óleo do motor?
Durante o funcionamento de qualquer motor, haverá sempre algum consumo de óleo.
Infelizmente, uma quantidade enorme de automobilistas nunca verifica o nível do óleo do motor. Muitos não sabem onde fica a vareta de óleo nem o local onde se fazem os atestos. E conhecem-se casos caricatos de automobilistas que tentam atestar através do orifício da vareta…
A verificação do nível do óleo de motor deveria constituir uma rotina periódica (de 500 em 500 km) do automobilista e a par, por exemplo, da verificação da pressão dos pneus e do nível do líquido de refrigeração.
A passagem do nível do traço máximo para o traço mínimo da vareta do óleo, corresponde à falta de uma quantidade significativa na carga do carter. Deixar o nível do óleo descer abaixo do traço mínimo da vareta corresponde a entrar-se num regime de lubrificação problemático, com risco de ocorrer uma gripagem do motor.
A verificação do nível de óleo deve ser feita com o veículo sobre uma superfície plana e o óleo não deve estar muito quente.
Quando se deve mudar o óleo de motor?
Frequentemente, os utilizadores pretendem uma resposta taxativa do género: "com este óleo, quantos quilómetros posso fazer até ter de o mudar"?
A verdade é que não existe resposta universal para esta pergunta.
O período adequado para se fazer a muda de óleo depende de vários factores:
• Tecnologia do motor (potência, número de rotações, temperaturas);
• Tipo de condução (suave, desportiva);
• Percursos dominantes (cidade, estrada);
• Cargas transportadas;
• Intensidade da utilização do veículo;
• Lubrificante utilizado (Nível de Performance, mineral ou sintético).
Como se verifica, a variável lubrificante é uma entre várias outras igualmente importantes e a serem tidas em conta.
Acresce ainda que existem factores psicológicos e de hábito associados à mudança de óleo (há utilizadores que gostariam de nunca mudar o óleo e são sensíveis ao alargamento do período de muda, outros são desconfiados relativamente a uma maior permanência da carga de óleo).
Sabe-se que, em Portugal, três em cada 4 condutores têm o hábito de mudar o óleo de motor cada 7.500 quilómetros.
De um modo geral, os fabricantes dos veículos aconselham uma certa quilometragem para se fazer a mudança de óleo. Este indicador é importante por dar uma ideia do "castigo" que o lubrificante sofre devido à tecnologia do motor.
A indicação do construtor, que é genérica, deve ser aperfeiçoada com a consideração das outras variáveis atrás referidas. Se as condições de utilização são severas, será prudente reduzir o período de muda. Se se utilizar um lubrificante de elevado "Nível de Performance" e este for sintético, o período de muda pode ser alargado.
Podem misturar-se diferentes óleos de motor?
Muitas pessoas ainda têm resistência em fazerem atestos com um lubrificante diferente do que está no carter e há até quem condicione a mudança de tipo de lubrificante à mudança prévia do filtro de óleo.
Há vários anos que estes receios deixaram de ter qualquer razão de ser.
Actualmente, os lubrificantes para motores só são certificados se forem compatíveis e miscíveis com os restantes que já existem no mercado.
Assim, todos os lubrificantes para motores que estão certificados (API, ACEA, etc) podem ser misturados entre si.
Entretanto, os lubrificantes sintéticos, semi-sintéticos e minerais também são compatíveis entre si, pelo que podem igualmente ser misturados.
A única preocupação a ter (importante) é verificar o "Nível de Performance" do lubrificante de atesto relativamente ao existente no carter. Deve-se atestar com um lubrificante do mesmo nível ou de nível superior. Se tal não se fizer, vamos baixar a performance da carga existente no carter.
Não esquecer que o que se disse atrás só se aplica aos lubrificantes para motores. Noutras aplicações podem existir incompatibilidades, pelo que se deve obter informação caso a caso.
continua ......
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