Na verdade foi menos radical do que um passeio dentro da arca congeladora, mas as vistas foram mais interessantes.
O nevão de sexta-feira passada em Bragança não se voltou a repetir por aqui. A neve voltou no entanto a alegrar outras zonas como Vila Real, Castro d'Aire, etc. Cá pela cidade, a neve foi desaparecendo das ruas, mas continua a pintar a paisagem das encostas aqui em volta. A meio da manhã de hoje, segunda de feriado, o sol espreitou por entre as nuvens e achei que era altura de ver como estavam os campos aqui em volta. Quem sabe, uma ida até à Sanabria.
"Pescoceira" e ceroulas a postos (tudo o que um motard necessita para a neve...
), sinto-me preparado para o passeio. Lá fora estarão não mais do que 3 ou 4 graus positivos, mas os raios de Sol reflectidos nas vastas extensões de neve, fazem da jornada um dia bem luminoso. Rumo em direcção a Vinhais, por uma estrada sem neve, mas com gelo traiçoeiro nas curvas mais abrigadas do sol. Viro à direita numa das primeiras aldeias, Portela, e sigo por uma estrada terciária, com muita neve mas onde consigo ir circulando, até Oleiros, onde vive uma família alemã que se fixou ali há alguns anos. Estou já em domínios do Parque Natural de Montesinho.




Passei por algumas zonas inclinadas muito ao abrigo da luz do sol, que me levaram algum tempo a ultrapassar. O piso estava tão escorregadio, vidrado, que estive várias vezes quase a cair. A roda de trás teimava em ultrapassar a da frente! Cheguei por fim a uma aldeia simpática chamada Cova da Lua que tem um alojamento rural famoso aqui na zona. Daí perguntei a alguns locais como se ia para o Soutelo. Conhecia a estrada asfaltada mas queria ver como estavam as pistas. Soutelo estava apenas a 1 km. É a partir desta povoação que há uma pista que nos permite que nos permite ir até ao topo da Serra de Montesinho. Com a neve que estava a encontrar dificilmente me meteria por esta pista, mas queria ver se havia mesmo um restaurante novo no Soutelo, como tinha ouvido dizer recentemente.



Igreja do Soutelo

Couvinhas do Soutelo em apuros...

Diz a couvinha Etelvina para a couvinha Hermengarda:
"Ai, meu Deus, Hermengarda, como vamos conseguir sobreviver assim?..."
O pano de fundo, com a imagem de mais uma capela da aldeia, dá um quadro dramático-religioso a condizer...

Latas da aldeia, alguns dias depois do nevão

Confimei que existia de facto um restaurante novo! Terei que cá vir em breve. A luminosidade do dia e as condições de alguma instabilidade (nuvens, vento) estavam tão interessantes que não queria perder parte do dia fechado num restaurante e decidi então que iria aproveitar o magnífico solzinho e luz para rumar até ao Parque Natural da Sanabria, apesar do muito frio, para fazer fotografias.
Panorama de um dos parques eólicos espanhóis junto à fronteira portuguesa.

O meu equipamento económico de Inverno: pescoceira (um dos melhores acessórios que inventaram!) - 2 euros, ceroulas compradas em 1989, na Alemanha - 2 marcos.


Zé Paulo.
[continua...]
O nevão de sexta-feira passada em Bragança não se voltou a repetir por aqui. A neve voltou no entanto a alegrar outras zonas como Vila Real, Castro d'Aire, etc. Cá pela cidade, a neve foi desaparecendo das ruas, mas continua a pintar a paisagem das encostas aqui em volta. A meio da manhã de hoje, segunda de feriado, o sol espreitou por entre as nuvens e achei que era altura de ver como estavam os campos aqui em volta. Quem sabe, uma ida até à Sanabria.
"Pescoceira" e ceroulas a postos (tudo o que um motard necessita para a neve...




Passei por algumas zonas inclinadas muito ao abrigo da luz do sol, que me levaram algum tempo a ultrapassar. O piso estava tão escorregadio, vidrado, que estive várias vezes quase a cair. A roda de trás teimava em ultrapassar a da frente! Cheguei por fim a uma aldeia simpática chamada Cova da Lua que tem um alojamento rural famoso aqui na zona. Daí perguntei a alguns locais como se ia para o Soutelo. Conhecia a estrada asfaltada mas queria ver como estavam as pistas. Soutelo estava apenas a 1 km. É a partir desta povoação que há uma pista que nos permite que nos permite ir até ao topo da Serra de Montesinho. Com a neve que estava a encontrar dificilmente me meteria por esta pista, mas queria ver se havia mesmo um restaurante novo no Soutelo, como tinha ouvido dizer recentemente.



Igreja do Soutelo

Couvinhas do Soutelo em apuros...

Diz a couvinha Etelvina para a couvinha Hermengarda:
"Ai, meu Deus, Hermengarda, como vamos conseguir sobreviver assim?..."
O pano de fundo, com a imagem de mais uma capela da aldeia, dá um quadro dramático-religioso a condizer...

Latas da aldeia, alguns dias depois do nevão

Confimei que existia de facto um restaurante novo! Terei que cá vir em breve. A luminosidade do dia e as condições de alguma instabilidade (nuvens, vento) estavam tão interessantes que não queria perder parte do dia fechado num restaurante e decidi então que iria aproveitar o magnífico solzinho e luz para rumar até ao Parque Natural da Sanabria, apesar do muito frio, para fazer fotografias.
Panorama de um dos parques eólicos espanhóis junto à fronteira portuguesa.

O meu equipamento económico de Inverno: pescoceira (um dos melhores acessórios que inventaram!) - 2 euros, ceroulas compradas em 1989, na Alemanha - 2 marcos.


Zé Paulo.
[continua...]
Última edição por TodayAdventure em Ter 02 Dez 2008, 11:18, editado 1 vez(es)









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