[continuação]
As estradas que circundavam o Lago estavam praticamente desertas, e só aqui e ali me cruzava com um carro de matrícula portuguesa (muito raramente). Nesta derradeira subida à Laguna não me cruzei absolutamente com ninguém (bom, a estrada estava supostamente cortada, certo?
). Este feriado é só "nosso", como sabem. Na próxima segunda-feira, dia 8, os espanhóis já partilharão connosco a fiesta. O cenário do Lago, durante a subida e descida foi magnífico, muito melhor do que o de um dia de céu azul, de Verão ou de Inverno. As nuvens, a neve, os bocadinhos de azul do céu, o visível instabilidade do tempo, tudo produzia magníficas cores difíceis de descrever e muito mais de fotografar. Os tons eram de um acinzentado, acastanhado luminoso, que se vêem raras vezes.
As vaquinhas lá encontravam algum pasto na subida!...

Quanto mais subia, mais frequentemente apareciam pequenos tufos de neve no caminho, mas devagarinho lá se foram passando um a um. Algumas vistas para o lago e mais ao fundo, terras lusas.




Em certo momento, os tufos de neve converteram-se num manto de neve quase permanente na estrada e a paisagem era quase totalmente branca. Uma vista para a direcção Norte.


Este era o aspecto da estrada onde fiquei mariquinhas e não continuei. Estava a muito poucos quilómetros da Laguna, que certamente estava bem gelada e boa para a patinagem.

Os limpa-neves tinham claramente andado por ali, mas mais neve se tinha entretanto acumulado. O problema nem era a neve, mas o gelo que tornava a moto ingovernável. Não conseguia pará-la de forma nenhuma num terreno inclinado e era uma questão de tempo até malhar. Entretanto o dia estava a extinguir-se rapidamente e começava a fazer frio a sério. A luz e as cores sobre o Lago da Sanabria continuavam magníficas e continuei a fazer fotos na descida. Eis uma selecção, porventura com alguma repetição...




Já de regresso ao Lago da Sanabria e com o Sol desparecido atrás dos montes, algumas fotos de mais uma das praias do Lago.




Desci de seguida quase até Puente de Sanabria, povoação junto à qual se está a construir - a bom ritmo - a novíssima "Casa do Parque Natural da Sanabria". O local fica praticamente em frente ao terreno onde se faz o acampamento da concentração de Verão do Lago da Sanabria.

As fotos seguintes são tiradas no miradouro do castelo de Puebla de Sanabria ou no próprio castelo, já a noite caía.



A última imagem é para a Transalp aproveitar a boa luz que iluminava os monumentos do centro histórico da Puebla. Cá está ela a pôr-se a jeito.

Parei um pouco para um café con leche revigorante. Na televisão do bar, a RTE1 emitia uma reportagem sobre as grandes quedas de neve na Galiza e nas Asturias. Havia aldeias isoladas há três dias. Voltei à estrada já com noite cerrada. No céu à minha frente, com algumas clareiras sem nuvens, a lua em fase crescente fazia-se acompanhar de muito perto de dois pontinhos muito luminosos, os dois planetas mais brilhantes do firmamento, Vénus e Júpiter, num alinhamento que acontece raramente. À minha chegada a Bragança, cerca das 18h30, a temperatura exterior era de um grau positivo. Ouvi na TSF, que várias pessoas ligaram para a rádio para saberem do que se tratavam aqueles dois pontinhos misteriosos "junto" à Lua.
Foram só algumas horas ao sabor dos elementos, mas o meu suficiente programa de fuga à rotina.
Zé Paulo.
As estradas que circundavam o Lago estavam praticamente desertas, e só aqui e ali me cruzava com um carro de matrícula portuguesa (muito raramente). Nesta derradeira subida à Laguna não me cruzei absolutamente com ninguém (bom, a estrada estava supostamente cortada, certo?
As vaquinhas lá encontravam algum pasto na subida!...

Quanto mais subia, mais frequentemente apareciam pequenos tufos de neve no caminho, mas devagarinho lá se foram passando um a um. Algumas vistas para o lago e mais ao fundo, terras lusas.




Em certo momento, os tufos de neve converteram-se num manto de neve quase permanente na estrada e a paisagem era quase totalmente branca. Uma vista para a direcção Norte.


Este era o aspecto da estrada onde fiquei mariquinhas e não continuei. Estava a muito poucos quilómetros da Laguna, que certamente estava bem gelada e boa para a patinagem.

Os limpa-neves tinham claramente andado por ali, mas mais neve se tinha entretanto acumulado. O problema nem era a neve, mas o gelo que tornava a moto ingovernável. Não conseguia pará-la de forma nenhuma num terreno inclinado e era uma questão de tempo até malhar. Entretanto o dia estava a extinguir-se rapidamente e começava a fazer frio a sério. A luz e as cores sobre o Lago da Sanabria continuavam magníficas e continuei a fazer fotos na descida. Eis uma selecção, porventura com alguma repetição...




Já de regresso ao Lago da Sanabria e com o Sol desparecido atrás dos montes, algumas fotos de mais uma das praias do Lago.




Desci de seguida quase até Puente de Sanabria, povoação junto à qual se está a construir - a bom ritmo - a novíssima "Casa do Parque Natural da Sanabria". O local fica praticamente em frente ao terreno onde se faz o acampamento da concentração de Verão do Lago da Sanabria.

As fotos seguintes são tiradas no miradouro do castelo de Puebla de Sanabria ou no próprio castelo, já a noite caía.



A última imagem é para a Transalp aproveitar a boa luz que iluminava os monumentos do centro histórico da Puebla. Cá está ela a pôr-se a jeito.

Parei um pouco para um café con leche revigorante. Na televisão do bar, a RTE1 emitia uma reportagem sobre as grandes quedas de neve na Galiza e nas Asturias. Havia aldeias isoladas há três dias. Voltei à estrada já com noite cerrada. No céu à minha frente, com algumas clareiras sem nuvens, a lua em fase crescente fazia-se acompanhar de muito perto de dois pontinhos muito luminosos, os dois planetas mais brilhantes do firmamento, Vénus e Júpiter, num alinhamento que acontece raramente. À minha chegada a Bragança, cerca das 18h30, a temperatura exterior era de um grau positivo. Ouvi na TSF, que várias pessoas ligaram para a rádio para saberem do que se tratavam aqueles dois pontinhos misteriosos "junto" à Lua.
Foram só algumas horas ao sabor dos elementos, mas o meu suficiente programa de fuga à rotina.
Zé Paulo.









